Originalmente, Ezylpro tinha ordenado que apenas seis deles fossem (…). Mas Soren convenceu o mestre de que essa seria uma missão complicada e eles precisariam do auxílio de toda a Esquadra das Esquadras. Assim, Martin e Ruby, ambos excelentes voadores, juntaram-se ao bando.Soren olhou para as garras de batalha que usava naquele momento, feitas pelo lendário ferreiro Orf. Elas cintilavam sob a luz da Lua. As garras tinham pertencido a Ezylpro há muitos anos, quando ele era um célebre guerreiro e comandante da lendária divisão conhecida como Glauxrapidez. Agora pertenciam à jovem coruja-de-igreja. A lembrança do momento da passagem das garras voltou à mente de Soren, que mal podia acreditar naquilo. Ele ainda conseguia ouvir as palavras de Ezylpro. “Isso é para você… (…) Todas as corujas vão saber que você é o meu pupilo. Você está sob minha proteção, como um filho estaria.” (…)A direção do vento começou a mudar, facilitando o voo. Era um vento de cauda e Soren esperava que talvez chegassem (…) antes do amanhecer. Ele não gostava da ideia de voar durante o dia. Mesmo nessa região selvagem e gelada do Norte, poderia haver corvos. Somente uma vez na vida tinha sido atacado por corvos e jurou que nunca mais seria imprudente a ponto de continuar voando quando a velha noite acabasse e se transformasse em um novo dia.
Fonte: http://blog.editorafundamento.com.br/2011/03/10/a-lenda-dos-guardioes-6-o-incendio-esta-chegando/



















