Nós, brasileiros, temos uma produção artística demasiadamente rica e importante para a história. Confesso que todas as fases temporais do Brasil me chamam a atenção, mas vou focar na década de oitenta.
Convenhamos que um período onde o bombardeio de informações teve início, guerras tomavam conta do mundo e do Brasil, golpes de estado e ameaça nucleares as produções artísticas só poderia ser uma explosão magnífica e brilhante de todos os anseios do homem. As grandes bandas musicais fervilhavam de desejo de manifestarem à paz, o amor e a liberdade.
E vocês me perguntam: e daí?
Eu sei que não sou a colunista responsável por música, mas meu intuito é falar de uma revolução cultural e como ela nos influencia hoje. Músicas que traziam temas como: revolução sexual, gêneros e desigualdade, hoje ainda é forçoso tocar nas FMs e AMs.
Uma geração tem poder de sobra para influenciar a futura. Mas o que tenho evidenciado, no momento, é uma geração fútil e vazia de sentidos. Alienados que esqueceram a lição de casa. Pessoas que privam seus amores e prazeres para dar vazão a uma sociedade perturbada e reprimida.
Certas atitudes humanas me assustam. O machismo, a falta de consciência ambiental, a concepção de cultura, o respeito ao próximo, educação no trânsito, o exercício da cidadania, a humanização são temas que já foram tão falados, mastigados e debatidos que não compreendo como ainda nos deparamos com ideias toscas e retrógadas tão fortemente arraigada na sociedade.
Apesar da grande influência na produção artística das décadas de outrora, me parece que tudo foi insuficiente. Ainda existe uma sociedade reprimida, sem educação de qualidade, com impunidades grotescas da justiça, com uma Democracia falha etc.
Acredito que devemos rever nossas produções artísticas e literárias. Ora, Renato russo e Raul Seixas não estão mais conosco, mas que venham novas ideias para nos libertar dessa gaiola fechada que se chama Brasil. Temos talento, bons exemplos, criatividade. Que tal arregaçarmos as mangas? Não posso negar que existe muita gente boa por ai, mas acredito que é pouco. Precisamos de mais revolução cultural. Precisamos de mais ideias. Precisamos de mais amor. Paz. Alegria. Critica. Precisamos de melhor senso.
O nosso passado glorioso existiu para nos dar a certeza de um presente melhor. As vozes do passado ecoam nas nossas células, vamos ligar o botão e gritar para o mundo: Estamos aqui para fazer a diferença! Vim ao mundo a passeio! Vim ao mundo para viver! Vim ao mundo para ser feliz! Quero respeito! Não estou disposto (a) a ser prisioneiro (a) de um sistema castrador!
Por Lilian Farias
@liligarota



























2 comentários
Angela Gabriel disse:
11 de agosto de 2012 em 16:56 (UTC -3 )
Ah se fôsse tão fácil assim..mas infelizmente, ainda somos escravos sim, de um sistema que nos impõe coisas o tempo todo.
Seja na música, literatura, cinema, culturas…
Pouco a pouco temos perdido a voz, engolindo seco nossas vontades ou desejos.
A década de 80 não nos salvou, mas nos beliscou de uma maneira delicada: “Acorda”!!!!!
Então, que acordemos….pq a música, a literatura, o cinema e a cultura…são Nossas!
Texto incrivel(só pra variar)rs
Beijos
RoseFuri disse:
10 de agosto de 2012 em 19:58 (UTC -3 )
Infelizmente esta é uma triste realidade que, pelo visto, está longe de acabar, principalmente a falta de educação, cidadania e muita, muita falta de respeito.